deutschland

De volta

Voltando a Dresden, passados 11 dias entre Inglaterra e Dublin. Fotos e mais relatos de viagem em breve. Estranho foi voltar e me sentir em casa nessa terra cheia de gente estranha.

E ontem, acabado, no trem do aeroporto a Neustadt, pensando se Germany tem alguma coisa a ver com germes.

Voltei feliz. E mal-humorado. 

Domingando

Tenho feito aulas de alemão toda manhã. Acordo às seis e meia, como, pego o bonde e vou embora. Só volto depois do meio-dia. Cansativo, mas curiosamente intenso. A língua alemã é muito maluca. Muito mais complexa que o inglês, mas por outro lado tem uma lógica estrutural bem interessante. As coisas têm lugar certo, e dependendo de como são usadas são flexionadas de forma diferente. Substantivos são uma coisa, nomes próprios são outra - Nomen e Namen, mas todos eles são escritos sempre com maiúsculas. A ordem das frases é rígida, então eu posso dizer que eu aprendo na Inlingua alemão, mas não posso dizer que aprendo alemão na Inlingua ou que na Inlingua aprendo alemão. O primeiro verbo fica sempre na segunda posição da frase, o segundo verbo (quando há) fica sempre na última. A onda de poder juntar palavras pra explicar uma idéia me faz pensar no Borges pirando naquelas metáforas da Volsunga Saga ou quando ele discorre no Tlön, Uqbar e Orbis Tertius sobre uma das línguas do planeta lá, em que não existem verbos (BolaGrandeFogoCéu pra explicar o sol, e por aí vai).
Interessante também no curso de alemão é o bando de gente do mundo todo que tem por lá - colombiano, italiano, uns ex-russos e os orientais. Um alemão um dia desses me fez entender que, obviamente, até a reunificação, a Alemanha Oriental não recebia imigrantes turcos ou portugueses como o lado Oeste, só russos, cubanos e vietnamitas. E me liguei que tem mesmo uma pá de restaurante vietnamita por aqui. Herança vermelha, daquele jeito. Ainda não aprendi nada de russo, tô me concentrando no alemão, mas pretendo. Tem uma adega só com bebidas russas perto de casa. leia mais >>

Chegando - 1

Das anotações perdidas no meu computador:
Ainda sem internet em casa, se pans amanhã chega, mas quatro dias passaram rápido. Ainda patinando forte no alemão. Tentei voltar no escritório de estrangeiros hoje, mas eles não trabalham segundafeira. Agora só volto lá na sexta.
Fimdesemana foi doido, a festa aqui era esquematudo, cabelos de tudo que é tipo, cerveja e gente sorridente. Livros de graça, banquinhas com todo tipo de porcaria, e gente pacas. Dub cigano roque panque e tal, cada quarteirão um embalo diferente. Policial me parou dizendo que garrafa de cerveja não pode, mas seu guarda eu vou pra casa, moro ali na esquina, liberaeu ali e tudo certo. Guardinhas simpáticos e prestativos. Nem sinal de nases, por sinal. E hoje o zelador falando que viu no jornal que 500 se feriram em brigas durante o fds, mas ninguém viu nada disso, e a cidade quer proibir a festa, já viu. O cybercafé dos africanos virou balada também, com banquinha na frente, som cerveja e umas panquecas diferentes. E a rua aqui tem uma pá de restaurante de todo canto, um é buffett oriental a 5 contos na terça e quinta. E uma gravadora. E uma loja "thc headshop" que vende só pala. E o kunsthofpassage, uma galeria que liga minha rua à paralela, cheia de intervenções e lojinhas e tal. No meio de tudo encontrei uma loja de instrumentos musicais e entrei pra comprar cordas pro meu miniviolão. Doido é que eles têm um monte de instrumentos pequenos, violões como o meu, uma Ibanez preta bonitinha, mandolins e parentes. Tinham cordas específicas pro miniviolão, um pouco mais grossas. O Mizão chega a dar medo de tão encorpado. Hora dessas eu gravo e estudiolivreio.

Em trânsito - 2

Das anotações perdidas no meu computador leia mais >>

Em trânsito - 1

Das anotações perdidas no meu computador:

No carro, a caminho do aeroporto de guarulhos, peguei meu chaveiro, agora com uma única chave - a da mala. Tinha algum trânsito - marginal Tietê às 18hs, nada de anormal -, mas cheguei bem a tempo. Já cheguei chorando, reclamando que minhas milhas do ano passado não tinham sido cadastradas, e emendei pedindo um alívio no peso da bagagem, dona moça, tô indo de mudança, mala e miniviolão, porque a cuia ia ser complicado. Imagina explicar a erva-mate na minha bagagem. Excedi menos do que imaginava, quatro quilos. Fila no embarque, mas nem tanto assim. leia mais >>

Vista noturna de Dresden

Dresden aa noite

Fotinho agora, mas historinhas inteiras na quintafeira.