Archive - 2007

November 29th

Comoditizando o futuro

Tem uma conversa muito boa rolando nos comentários de um post do Charlie Stross, que eu não conhecia até ler um post do Ronaldo no Superfície Reflexiva elogiando o escritor. O Charlie comprou um Asus EEE e levanta algumas questões sobre a indústria da tecnologia, lei de moore e a bolha do software proprietário. Ainda tô no quadragésimo comment e tem muitos por vir, mas a conversa é bem interessante... hipóteses e alternativas pra fazer dispositivos mais baratos (e úteis, e...). Aproveitei e mandei o linque pros bricolabs, mencionando a idéia de Generic Information Devices do Matt e ainda fui editar uns links no scuttle - adicionei a tag "gid" no que era relevante. E tudo isso tá alimentando as historinhas que ainda vão sair aqui da minha cabeça (e talvez já estejam, espalhadas por aí, quem sabe?).

Borgelona

Um dia desses fui ao serviço de orientação jurídica pra estrangeiros. Cheguei por indicação de um funcionário do consulado brasileiro de Barcelona, que me disse que eu deveria ter pedido um visto espanhol ainda na Alemanha. Não me esforcei pra chegar cedo (não é um dom que eu tenha), então peguei minha senha pelas dez e pouco, quase onze horas. A menina na recepção disse que tinha bastante gente, demoraria pelo menos um par de horas. A multidão de estrangeiros era tão grande que não dava pra sentar nem nas escadas. Saí pela direita, caí na Plaça de Espanya, saí andando pelo bairro.

Dei um rolê pelo Raval, entrei em umas livrarias, passei no CCCB pra ver a programação do BAC, entrei em umas lojas de instrumentos musicais por ali - me apaixonei por umas miniguitarras, provavelmente pra crianças, uma delas réplica da Gibson SG. Voltei, e ainda faltava muito. Sentei no café ao lado do prédio, saquei o Ficções do Borges em Castellano que peguei da Biblioteca, reli alguns daqueles contos clássicos - as ruínas circulares, a loteria da babilônia, tlôn, uqbar e orbis tertius, funes... em algum momento fiquei devaneando sobre o artigo de Pedro Correa do Lago na Piauí. Lembrei do comentário dele sobre o Borges ter chegado bem vestido, me liguei que aqui em Barcelona os homens mais velhos são bastante vaidosos, sempre alinhados e bem-vestidos. Comparei isso com a Alemanha, onde tive a impressão que os velhinhos estavam sempre testando as últimas novidades em roupas de jogging e esporte. leia mais >>

November 27th

Becapes

Esses planos do babaca aqui do lado me fazem pensar mais na necessidade de becapes físicos desconectados de coleções interessantes de dados... alguém tem um nome melhor para totem tecnomágico?

November 25th

pesquisando

Continuando a pesquisar possíveis relações entre tecnologia e magia. Um dia desses publicaram um comentário lá num post meu no metapub. Meio viagem, mas me fez pensar mais nas sociedades que promoviam(promovem) intercâmbio de conhecimentos chamados mágicos. Fiquei sabendo que Barcelona tem um monte de pistas maçônicas, e outras tantas de outros tantos. E um dia desses minha cúmplice de vida me fez lembrar do Mago do tarô. Conta a wikipedia:

O Mago, o primeiro arcano maior do tarô, é uma carta que representa um adolescente, que tem um longo caminho a percorrer. Normalmente, tem sobre a sua cabeça o símbolo do infinito, dadas as inúmeras possibilidades e oportunidades que tem à sua frente. Esta carta tem o número I e a letra hebraica ALEPH.

Prometo que um dia desses sai algum rascunho dos contos tecnomágicos por aqui. Meu cadernim tá lotado de anotações. A história tá crescendo... Tô lendo o Ficciones do Borges, pela primeira vez em Castellano e relendo alguns quadrinhos (me aguardam pra logo os Livros da Magia do Neil Gaiman).

Mesas remotas

Preparando mesas remotas , a rolar provavelmente por stream de vídeo + chat, durante a submidialogia #3, daqui a umas semanas em Lençóis. Agora é ver em que lugar da programação cabem.

November 23rd

Chave de fenda

Encontrei na rua uma chave de fenda. Tirei do bolso minha chave de fenda e abri a chave de fenda. Dentro dela encontrei outra chave de fenda. Peguei minha chave de fenda do chão e abri a chave de fenda. Dentro dela encontrei outra chave de fenda.

November 20th

Legumes

Publicado originalmente no COL 143, em 21/02/2000. Época meio neurótica. Acho que comecei a escrever durante um blecaute em sampa, mas isso pode ser engano. As duas ilustrações são da Cau.

Legumes 1, por StriemerLegumes
Acreditem em mim. Ah, olá, meu nome é Veco. Aliás, meu nome não é Veco, mas as pessoas me chamam assim porque... Porquê porra nenhuma! Não interessa. O que vocês precisam saber é que eu me chamo Veco e tenho uma história pra contar. É, uma história, com moral e tudo. Mas já que eu não sou escritor infantil, vou dar a moral (!!! nunca tinha pensado na origem dessa expressão) logo no início. É essa, sempre que vocês tiverem duas escolhas, uma certamente ruim e outra que parece boa, escolham a ruim. E aí, gostaram? Acharam um incentivo ao conformismo? Bom, foda-se, ninguém vai responder, e, se responder, eu nunca vou ouvir. Ah, pensando bem, eu tenho outra moral para essa história. Mas essa eu conto no final.
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Spectraman

Publicado originalmente no COL 125, em 14/12/1999, baseado em um sonho que eu acho que tive mesmo. A ilustração atual foi feita pela Cau.

spectramanspectraman (é assim que se escreve?)leia mais >>

November 19th

Mujeres

Publicado originalmente no COL 146, em 14/03/2000. Na época eu lia bastante Rubem Fonseca. A ilustração é atual, feita pela Cau.

MUJERES
---Izq---
MujeresPaula olha mais uma vez para sua mãe dentro do carro. Pisca o olho. Vê os lábios dela proferindo um "boa sorte". Vira-se e entra na porta giratória do banco. A porta tranca. Paula abre o zíper de cima da bolsa e mostra para o guarda as chaves, o celular, o estojo de maquiagem de metal. Como previsto, o guarda não pede para ela tirar as coisas. Luísa e Márcia já estão dentro do banco, a primeira na fila do caixa, a outra atrás do outro segurança. É quarta-feira, metade do mês, onze da manhã. Não há mais do que quatro clientes na agência. Só um caixa funcionando, uma mocinha com jeito de delicada. Mais dois funcionários atrás do balcão. No lado oposto do banco, dois gerentes.leia mais >>

Histórias velhas

Umas historinhas antigas que eu enviei pro COL lá por 1999/2000. Agora saindo com ilustrações da Cau.