Acabando...

Na prática, o ano acabou. Resumim: parti num vôo cego pra trampar somente com coisas de que eu gosto, e depois de muitos tropeços estou conseguindo. Nunca recebo antes de minhas contas vencerem, mas pelo menos posso passar a tarde inteira de um dia frio como hoje de bermudas e chinelo sem ninguém me perguntar por quê. Conheci de maneira rasa duas cidades da Índia e voltei embasbacado. Broda Dalton defendeu sua tese e foi aprovado, broda Hernani entrou pro mestrado, broda Schepop terminou suas belas artes, e eu ainda patino na graduação. Agora acho que vai, mas sei lá. Tenho um carro velho e temperamental, um computador lento, um servidor reciclado e um router wi-fi. Ainda tenho minha guitarra. Voltei a morar com a Carol, que por sinal também terminou a faculdade. A mãe do grande broda Erão se foi para um lugar melhor. Do bem Dona Nelsi era. Bush ganhou de novo. Lula continua. Ainda curto o ministro da cultura. 2007 tá logo ali, e o que a gente vai lembrar quando velho ainda nem começou. Li bastante, mas ainda muito menos do que gostaria. Mais uma vez, não faço idéia do universo que me aguarda depois de 10 de janeiro. Mais uma vez, me retiro para um lugar sem internet nem telefone por duas semanas depois do natal. Meditar e escrever e fazer barulhos ritmados e amar. E mais uns detalhes que contei por aqui ou que conto um dia ou que mantenho pra mim por discrição ou por esquecimento.