Eterno rewind

Semana passada encontrei Hdhd, Drica Guzzi e Cacau Freire na apresentação de Lizbeth Goodman no centro brasileiro britânico, em Pinheiros. Em paralelo à apresentação em si, que trazia alguns projetos e idéias interessantes, me bateu muito forte um flashback.

Há quase sete anos, em uma noite fria de São Paulo, peguei um carro emprestado, uma Fiorino branca. Passei no Itaim para pegar um amigo e fomos para Pinheiros assistir a um debate sobre "internet móvel" no centro brasileiro britânico. Nela estavam umas pessoas da BCP e de outras operadoras. Elas só falavam sobre modelo de negócios e SMS. Não consegui acreditar que, com tudo que a gente ouvia falar sobre possibilidades fora do Brasil (em especial no Japão), os caras que estavam tomando as decisões nas poucas empresas brasileiras de telefonia móvel tinham uma visão tão limitada. No dia seguinte, conversando no ICQ com o amigo que tinha ido junto, decidimos fazer uma lista de discussão para conversar sobre as possibilidades mais amplas das tecnologias, não nos limitando a pensar em mercados ou IPOs. Ele sugeriu um nome. Estabelecemos uma lista de 15 pessoas a convidar. No dia seguinte, 12 delas estavam na lista.

A lista era a do projeto metá:fora. A data, 28 de junho de 2002. O amigo era o Hernani. E semana passada estávamos no mesmo lugar, e talvez em um momento parecido. É claro que o contexto é outro, que alguns caminhos foram trilhados (e que alguns desvios estejam surgindo). Estamos diferentes. O mundo também. Mas uma voz voltou a falar naquela noite. Vamos ver se ela ecoa.