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Oslodum

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Meu texto em inglês sobre gambiarra e cultura maker foi publicado novamente, agora na Tvergastein, baseada em um centro de pesquisa ligado à Universidade de Oslo. Esta edição da publicação tinha por tema "Leaving the box - Entrepreneurship, Innovation and Initiatives". Para quem me lê em português via internet meu papo já está manjado, mas para quem quiser dar uma olhada nos outros textos da publicação pode checar aqui ou esperar que uma cópia impressa vai aparecer no Ubalab nas próximas semanas.

Cultura do conserto

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Publiquei nesta semana uma versão rápida (somente com o texto-base em inglês e sem imagens) da compilação que estou montando sobre meu período como residente na VCUQatar ano passado. O material já publicado está disponível em versão para o kindle (bem baratinho, leva aí) ou livre e grátis no meu site. Aproveitei para também fazer minha primeira experiência com o medium e publiquei lá um trecho do texto principal.

Meio-relato: residência na VCUQatar, em Doha

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Como já relatei anteriormente aqui neste blog, passei em novembro de 2014 duas semanas em Doha, capital do Catar. Fui a convite do mestrado em design da VCUQatar, no papel de designer residente. O tema da minha residência era "repair culture".

Desde que retornei do Qatar, estou rabiscando um relato de viagem. Daqueles relatos longos e detalhados que eu costumo fazer (como este ou este). Mas não saiu. Pode ser a falta de chuvas, pode ser o tempo curto em meio a um monte de tarefas profissionais, voluntárias e episódios novos na vida. Ou pode ser o fato de que eu ainda nem decidi se escrevo Catar ou Qatar. Mas por enquanto vou deixar de lado o relato mais longo, e publico aqui somente alguns apontamentos.

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Me organizando posso desorganizar

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Há alguns meses, encontrei o broda Oliver Schultz em um evento no centro de sampa. Ele me entregou alguns livros que saíram pelo postmedialab. Um deles era o Provocative Alloys, que contém uma conversa entre Oliver, Alejo Duque e eu na qual minha parte deve soar razoavelmente datada. A conversa aconteceu antes das manifestações de junho. Ali no meio havia, se bem lembro, alguns comentários meus sobre a inércia do engajamento político no Brasil em tempos de inclusão consumista. Infelizmente, o livro só saiu depois que os fatos haviam contradito esses comentários. Me enganei, e ainda não entendi se fico feliz por isso ou não.leia mais >>

Chegando a Doha

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Há alguns meses fui convidado a vir em novembro a Doha, capital do Catar, como designer residente junto ao curso de Mestrado em Design da VCU. O convite faz parte de uma série de ações de intercâmbio entre o Brasil e o Catar que estão sendo desenvolvidas ao longo deste ano. Vou ficar duas semanas trabalhando com um grupo de estudantes com questões de descarte, reuso, conserto e afins. Como já escrevi no começo da semana, espero durante estes dias trabalhar com a ideia de uma "cultura de conserto" como crítica à tal "cultura de fabricação" que vem na esteira dos makerspaces e das impressoras 3D.

Desenvolver isso no Catar está me parecendo apropriado, para minha surpresa. A chegada repentina do Petróleo por aqui criou uma sociedade de consumo que veio totalmente de cima para baixo. O país tem muito dinheiro: o maior ou segundo maior PIB per capita, o melhor IDH da região, o segundo maior investimento em arte do mundo. Por trás do investimento em arte e cultura, aliás, está uma organização chefiada uma princesa hoje com 31 anos de idade, que já falou sobre diversidade no TED. Mas todo esse dinheiro pode ter trazido de forma muito mais acelerada um processo que a gente já apontou no Brasil - a substituição da sabedoria do fazer, do consertar e do adaptar pelo mero consumo. Se uma coisa quebrou, eu compro outra.leia mais >>

Gambiarra studies

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Nesta quinta embarco para o Catar para uma residência, a convite da VCUQatar. Vou passar duas semanas lá com um grupo de estudantes do mestrado em design da VCU, tratando de gambiarra. Para mim é uma oportunidade de articular minimamente o discurso da "cultura de conserto" que me parece uma crítica necessária à tal "cultura maker". Vamos ver o quanto dá pra avançar sobre isso.

Fabricação, conserto e "porque dá"

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Raquel Rennó mandou pela rede social do capeta um bom artigo no Medium com o título "Yes we can. But should we?", que levanta uma visão um pouco mais crítica pra toda a coisa da "cultura maker". Traduzindo livremente um trecho:

Parece haver uma confusão conceitual sobre o que a impressão 3D possibilita ou não. Ela nos permite encantar uma criança de quatro anos criando praticamente do nada um mini Darth Vader? Sim, permite. Mas o objeto não se materializa do nada. Uma impressora 3D consome de cinquenta a cem vezes mais energia elétrica para fazer um objeto do que o processo de injeção de plástico moldado. Além disso, as emissões de uma impressora 3D de mesa são similares a queimar um cigarro ou cozinhar em um fogão a gás ou elétrico. E o material escolhido para todas essas novas coisas que estamos clamando por fazer é esmagadoramente o plástico. De certo modo, é um deslocamento ambiental para o lado inverso, contrapondo-se a leis recentes para reduzir o uso de plástico que banem sacolas plásticas e estimulam a reformulação de embalagens. Ao mesmo tempo em que mais pessoas levam sacolas de tecido para o supermercado, o plástico se acumula em outros campos, da Techshop à Target.leia mais >>

Pós-digital

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Florian Cramer publicou um belo artigo sobre pós-digital no APRJA (A Peer Reviewed Journal About). Com menos brilhantismo e mais confusão, eu escrevi neste blog aqui há dois anos e meio sobre o mesmo tema, já então dialogando com o livro que havia publicado alguns meses antes. O artigo de Cramer é interessante porque ataca de vários lados a contradição entre a relevância e o incômodo em se falar de "pós-digital". Se de um lado parece uma condição concreta, de uma certa superação do uso da ideia da digitalização enquanto diferenciação de construções obsoletas, de outro pode sugerir uma definição vazia justamente por colocar-se como etapa posterior de outra que está longe de se ver extinta.

Cramer soluciona em parte esta contradição entendendo o "pós" no sentido do pós-punk, de uma articulação que se situa como continuação ao mesmo tempo em que se diferencia de maneira essencial de seu referente. Para mim ainda faz sentido pensar no pós-digital como momento em que diversos mitos (a falsa oposição digital x analógico, por exemplo) são questionados. Para Cramer, o pós-digital é também a contraposição à "nova mídia". E propõe que a oposição real não seja entre "novas mídias" e "velhas mídias', mas entre "mídia DIY (faça-você-mesmo)" e "mídia corporativa".

Transmediale 2014

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Tá no ar a chamada por trabalhos para a edição de 2014 do Transmediale. Os temas são bem conhecidos por aqui:leia mais >>

Fast-Forward (FFWD) - Interactivos'12 Nuvem - Autonomias

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Mais uma da série de relatos rápidos: no ano passado, eu e Vincenzo Tozzi enviamos uma proposta de participação no Interactivos'12 - Autonomias que aconteceria na Nuvem, em Visconde de Mauá. Seria uma expansão da ZASF, incorporando também questões de replicabilidade e sincronização de bases de dados.

A proposta foi selecionada, e passamos alguns dias trabalhando um monte de questões técnicas e conceituais, trocando com outros projetos e pessoas presentes por lá e aprendendo um monte. Eu aproveitei para documentar algumas coisas:

Como montar uma rede autônoma; Serviços web para uma rede autônoma; Meu diário de tentativas, descobertas e anotações.

Mais fotos aqui.